terça-feira, 31 de julho de 2012

Paralisia




        O vento soprando suavemente lá fora, acariciando de forma doce e sutil a cortina, a calmaria leva a escutar sons vindos de dentro do próprio corpo, do coração. Já não bastassem suas batidas rítmicas e vitais, ouvia se outros sons no coração, sons de desabafos, agonia, choro... Sons de paralisia.
        O Corpo imóvel já não sentia, mas o vento acariciar seus cabelos, os olhos sim viam, há e como viam, olhavam para a cortina e via como ela parecia livre e feliz ali chacoalhando sob os afagos do vento, os olhos viam ha passos cansados e lentos os passos leves e rápidos de quem por ali passava, os olhos choravam diante de um sentimento de invalides de paralisia.
        A boca chorava e já não mais falava às vozes que vinham de dentro prontas pra saírem e ganharem vida morriam sufocadas na boca fechada, a cabeça se fechava, se paralisava, paralisia!
Caminhar a pés descalços
Sobre pedras e cacos
Caminhar de pés calçados
Sobre pedras e asfalto

Caminhar a pés parados
Entre rodas e ratos
Caminhar a pés paralisados
Entre rodas e obstáculos
Movimentos condicionados
Olhar dilacerado
Coração agoniado
Corpo paralisado
Paralisia!


segunda-feira, 23 de julho de 2012

Um mundo de Paixões



         Em um lugar qualquer, não tão distante da realidade, dois jovens viviam a distancia sentimentos irreais.
         Charlote, jovem mestiça, linda, inteligente de voz fofa e estereotipada por Steven (o lunático) de cleptomaniaca de corações.
         Steven como o vulgo já diz, jovem lunático, sonhador, aventureiro, louco e que tem um carro qualquer de cor vermelha apelidado carinhosamente de Juliana.
         Os dois se diziam perdidamente apaixonados um pelo outro, mas viviam distantes, e havia muitos empecilhos para que os dois ficassem juntos.
         Induzidos e levados pela força do coração decidiram fugir como em qualquer novela ou filme de romance, mas sem direção, para o mundo, para viverem livres só eles e o vento no rosto, fora das criticas e vícios sociais.
         Em uma noite fria qualquer, malas prontas, Juliana com o tanque cheio, litros de bebida, porcarias para comer e algum dinheiro Steven vai até a sua mestiça amada e os dois saem sem compromisso sem rumo e agora com muita vida pela frente, pois a sensação que estavam sentindo era realmente de estarem vivos estarem completos. Nessa noite foi uma bebedeira e uma farra só se experimentaram de todas as formas, se amaram e se deliciaram um do outro,e realmente descobriram que estavam fazendo o certo que realmente se completavam.
         No dia seguinte passando perto de uma aldeia indígena resolveram entrar e conhecer o lugar, ali conversaram com alguns índios conheceram alguns dos costumes deles, os dois costumavam a dizer que nunca se casariam e como acreditavam apenas neles e na felicidade dali pra frente, pediram  a um dos índios chamado Tito, pra que fizesse uma pequena cerimônia de união para os dois que casaram em grande estilo e saíram dali para o mundo.
         O resto da historia só eles e as aventuras que vão viver poderá contar

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Bucetas

Bucetas
São feitas
De seda

Umas com pele de veludo
Outras com pelos felpudos

Quando seus lábios beijo
Sinto um grande desejo
De não sentir cheiro de queijo

Poesia dos dentes

Linda e bela
Ela
Que pinta uma aquarela
Ela
Que faz da manha amarela
Ela
Que me faz parte dela
Ela
Que me bate com a panela
E me beija as banguela

Mariana Magrela

Mariana menina magrela
Corpo florido
Beleza singela
Arrepios no ouvido
Inteligente que só ela

Mariana menina moça
Seu olhar pecador
Sua pele de louça
Seu cheiro arrebatador
Meu coração se encha de dor

Mariana menina do cão
Quero-te tanto essa noite
Minha droga e alucinação
Pra minha cama quero que volte
Pra que minha fascinação
Em teu ventre se acomode

Vontade

Meus dedos estão se mexendo sozinhos afim de te tocar, te acariciar.
Uma agonia frenética abala minha razão de forma inexplicável.
Não estou sofrendo de amor, parece mais um vicio. Difícil de explicar!
Esteja em meus braços por horas constantes, e me prove que minha vontade de você mesmo que esteja por perto, ainda assim é insaciável.

Flores da noite




Oh! Minha flor da noite
Queria eu mais alguns dias
Nem que seja em noites frias
Para sua beleza encher-me de alegria

Oh! Minha flor da noite
Fico todo deslumbrado
Mesmo que esteja embriagado
Por passar a noite ao seu lado

Oh! Minha flor da noite
Sua pele branca como a neve
Mesmo já indo em breve
Meus dias ficam mais leves

Oh! Minha flor da noite
Nem que meu coração se encha de dor
Não lhe guardo rancor
Pois o que vale é o amor

Oh! Minha flor da noite
Sei que um dia voltará
Nesse novo dia meu coração se alegrará
Pois toda a rua você perfumará

Oh! Minha flor da noite
Lembra-se de quando ficávamos no portão?
Vendo na rua toda aquela multidão?

Oh! Minha flor da noite
Como você descreve o amor
Aparece como um lindo botão
Floresce em qualquer estação
E se fecha como se fosse tudo em vão

Oh! Minha linda flor da noite...