quarta-feira, 18 de junho de 2014

Vai saber.


Às vezes me acho o poeta
Mas, poemas não sei recitar.

Às vezes me sinto alcoólatra
Mas, paro de beber antes do amanhecer.

Às vezes me sinto musico
Mas, nem palmas sei tocar.

Às vezes me sinto sexy
Mas, o alcoolismo está a me engordar.

Às vezes me sinto viril
Mas, nenhum gemido se ouviu.

Às vezes me sinto morto
Mas, sei que não foi um aborto.

Às vezes me sinto veado
Mas, depois fico certo de estar enganado.

Às vezes me acho o google
Mas, depois vejo que só estou gordo.

Às vezes me acho tanta coisa,
Mas, as vezes acho que sei lá.

Acho tanta merda da vida,
Que a merda da vida
Pensa que sou
Mais que uma merda. 

sábado, 31 de maio de 2014

Sussurros III

Você meu amor,
não precisa saber fazer contas e muito menos saber jogar com as palavras,
pois 1 + 1 é igual a eu e você
e as palavras de nada valem,
pois sempre que digo algo valioso as sussurro em seu ouvido
para que você sinta seu valor por dentro e não com palavras ao vento.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Mãe

Como em um poema
Você faz da vida
Rimas...
Resolve problemas

Sou eu pequeno
Diante de tua imensidão
Sou eu vivendo
Dentro do seu coração

Como se fosse o mar
De tão grande
Logo cedo já me ensina
A cantar,
Falar e
Escutar
A calmaria de sua voz
A segurança de teu olhar
E o conforto de te abraçar

Viver é melhor que sonhar
Ter mãe é melhor que sonhar
Como se todo dia fosse seu dia
De amores o mundo viveria
Pois, sem você mãe,

De nada a vida valeria.

Planos

Sem destino pelo mundo andei
Procurei e encontrei
Sem planos resolvi mudar
Viajar e experimentar
Os planos que a vida há de traçar
Torcer e cortar
Meu bem quanto tempo perdemos?
Com planos, planos...

Sem destino pelo mundo nos amamos
Procuramos e encontramos
Sem planos resolvemos viajar
Experimentar e inventar
Os danos que a vida há de nos dar
Por querer cuidar e amar
Meu bem quanto tempo perdemos?

Com planos sem danos

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O centro das atenções.



Foto: Edmilson Magrão


Em um vai e vem solitário
As pernas revelam um segredo templário
Mesmo que fora de horário
Fixam os olhos qualquer operário

Operária do vai e vem solitário
Ela levanta qualquer caralho
E eu, mero otário.
Com a cabeça de cima olho pra baixo e com a de baixo ao contrario

Segredos a serem revelados
Pernas e bunda em um vai e vem calado
A rua toda a sua volta com o olhar vidrado
Na bunda e no seu meio ainda guardado

Perna
Popa
Bunda
Tira logo esse pedaço de roupa
E me deixa entrar no cume 
Dessas montanhas flácidas
Fálicas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sempre soube.



Seus dedos sujos de musica percorrem minha pele me trazendo sensações que jamais havia sentido antes. 
Sua voz suja, de cigarro, álcool e paixão canta para meu ser canções e gemidos roucos, que encantam minha pele que já suja de musica, se arrepia e sente na carne os desejos do coração.

Perfeição.


Um olhar penetrado
Um sussurrar molhado
Lábios escancarados
Um sino arregalado

Mulher 
Em 
Sua
Forma
Mais 
Próxima
Da 
Perfeição,
Quando
Está
Gozando!